Especialistas dão 11 dicas para usar dados e ganhar eleições

O IBPAD promoveu na última quinta-feira (25/6) uma live para debater com especialistas sobre o uso de dados em campanhas eleitorais. Com a pandemia do novo coronavírus, as campanhas devem ficar ainda mais digitais. Será preciso aprender e melhorar a escuta à população e conseguir chegar em regiões onde o uso da internet não é como nas metrópoles. 

As dicas são da Leticia Medeiros, co-fundadora da Methods e da ONG #ElasNoPoder; e da Juliana Silva, assessora de comunicação na Asbraer, editora do blog Brasilidade Negra e Conselheira no CDDN (Conselho de Defesa do Direitos dos Negros).

1. Menos dinheiro, mais estratégia

Quanto menos dinheiro, mais cedo você deve começar a trabalhar a estratégia da sua campanha. Será preciso mais tempo para fazer o levantamento de dados do que quando o orçamento permite a contratação de uma equipe maior e mais especializada.

2. Estruture sua equipe pensando em dados

Escolher a equipe da campanha pode ser decisivo para a vitória. Se o orçamento não comporta toda uma equipe voltada para dados, é preciso ao menos ter uma pessoa fixa para fazer curadoria de pesquisa e temas das redes sociais. 

O papel desse “nerd da campanha” será acompanhar a recepção do candidato nas redes e trazer as pesquisas e dados mais relevantes para 

3. Paute seu candidato pelas redes sociais

Não só pelas redes, mas com certeza o seu candidato deve estar conectado com o que o público-alvo dele está debatendo nas redes sociais. Uma ferramenta de monitoramento com palavras-chave envolvendo as pautas da campanha ou acompanhamento de perfis e personalidades específicas pode ser uma boa alternativa.

Caso não exista orçamento para a contratação das ferramentas, uma solução é a dica número 2: tenha um “nerd da campanha”. Se não for possível contratar um perfil deste tipo, capacite alguém do seu pessoal para exercer esta função.

4. Pense quati e quali

Extrair dados das redes sociais está cada vez mais difícil. Com a tendência de fechamento das APIs está cada vez mais caro e raro conseguir os dados das interações do público-alvo da campanha. Por isso, a criatividade na captação e análise dos dados é essencial.É preciso conhecer diversas fontes de informação e variadas metodologias para construir um conhecimento não enviesado apenas pelos fãs da(o) candidata(o). 

5. Explore seus canais proprietários 

É importante não olhar apenas para os fãs da campanha, mas é bobagem ignorá-los. Extrair dados de canais proprietários, ou seja, criados ou gerenciados pela campanha é bem mais fácil. Capte comentários em lives, vídeos no YouTube, Instagram, interações com a página no Facebook. 

6. Identifique os advogados da campanha

Analisando os canais proprietários, um dos achados provavelmente será a frequência que um mesmo usuário comenta positivamente os conteúdos da(o) candidata(o). Tenha uma estratégia para envolver estas pessoas na campanha. Principalmente em municípios pequenos pdoe ser uma estratégia para capilarização da campanha conseguir apoiadores voluntários que espalhem a mensagem. 

7. Identifique os odiadores

Nem tudo são flores e certamente você também vai encontrar perfis frequentemente falando mal da sua campanha. Categorize os principais argumentos, quais são os conteúdos que mais ativam o ódio, enfim, dimensione o tamanho do problema. Feito uma análise de sentimentalização e atores negativos, o próximo passo é pensar em ações para manter ou diminuir a proliferação de negatividade.

8. Histórico, histórico, histórico

Antes da campanha começar é preciso traçar o perfil do eleitorado, saber como eles se comportaram nas últimas eleições, preferências do cotidiano, pautas prioritárias. Uma dica para o pontapé dessa pesquisa é olhar o comportamento de votação por zona eleitoral na região da sua campanha.

9. Olhe para a grama do vizinho

Estudar a concorrência é básico. Como os candidatos estão se comportando, como performam nas redes sociais, quais as pautas deles que mais engajam. É bom que o “nerd da campanha” tenha uma sólida formação em monitoramento e produção de relatórios com periodicidades variadas. 

10. Faça escolhas orçamentárias inteligentes

Não adianta gastar horas de trabalho ou dinheiro em pesquisas que vão sair mais cedo ou mais tarde espontaneamente na mídia ou em sites especializados. Se o orçamento está apertado, pense estrategicamente no fluxo de relatoria que será necessário produzir dentro da equipe da campanha. 

 11. Não adianta apenas captar dados

As duas especialistas reforçam que não basta ter o dado, é preciso usar a informação de maneira estratégia. Se dentro do seu planejamento você elenca mais fontes do que as que vai conseguir absorver, sua equipe ou vai ficar sobrecarregada e acabar produzindo material com menor qualidade ou ignorar dados que deveriam estar sendo priorizados na inteligência da campanha. Monte uma rotina de revisão periódica de objetivos e o que está sendo feito para alcançá-los na campanha. 

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