Ciência e análise de dados são requisitos para agências e profissionais de marketing

Ao mesmo tempo em que os sites de redes sociais se mostram cada vez mais cautelosos com o acesso de terceiro a dados de seus usuários, empresas e agências já não conseguem mais enxergar um futuro que não seja data-driven. Pesquisas realizadas por consultorias norte-americanas mostram que o trabalho de ciência e análise de dados é o que mais deve ser requisitado pelo mercado nos próximos anos.

Um levantamento realizado pela Marketing Land em novembro/dezembro de 2018 com profissionais de marketing de agências digital apontou que 70% dos respondentes disseram que ciência e análise de dados será a habilidade técnica mais requisitada pelas agências nos próximos anos. No mesmo relatório, 41% das agências admitiram que fazer a gestão e análise de dados é um dos seus principais problemas de negócio.

Esse problema é fruto (também) de uma falta de capacitação de profissionais do mercado sobre o tema, conforme corrobora também outra pesquisa feita pela Blueshift e TechValidate, na qual 54% dos respondentes disseram que um dos principais obstáculos que os impede de fazer melhor utilização de dados dos usuários é justamente a falta de habilidade (ou insuficiente capacidades) com análise de dados. Com isso, conforme aponta outra pesquisa da Adestra e Ascend2, as empresas acabam terceirizando o trabalho com dados (43% dos respondentes).

A pesquisa da Marketing Land ainda indica que os principais desafios que agências digitais têm enfrentado são empresas adotando áreas/departamentos específicos (in-house) em vez de contratá-las e a busca por profissionais talentosos (na disputa também com empresas). Ou seja, ainda que pesquisas como a realizada pela YouAppi and Dimensional Research mostrem que profissionais de marketing (67% dos respondentes) tenham aumentado significativamente o foco em análise de dados, há uma lacuna evidente entre demanda e oferta.

“Os avanços tecnológicos no marketing […] não significa que profissionais podem simplesmente coletar dados e ter um computador os dizendo qual mídia comprar e como. Cientistas de dados têm um papel importantíssimo no desenvolvimento de estratégias data-driven […]”, avalia Nicole Perrin, analista do eMarketer. “Conforme técnicas de atribuição se tornam mais comuns, papeis por todo o departamento de marketing irão requerer competência na compreensão e manipulação de dados. Estrategistas digitais devem se educar e educar suas equipes quanto ao tipo de dados que coletam e os modelos que informam”.

Todas essas pesquisas reforçam o quanto o trabalho com dados é importante e não deve se tornar obsoleto de forma alguma. Ainda que entraves técnicos estejam sendo colocados à mesa, o mercado se capacita – ou ao menos deveria se capacitar – cada vez mais de medidas inteligentes e responsáveis para trabalhar amadurecer frente a avalanche de dados que disponibilizamos diariamente.

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