Análise de redes em mídias sociais: novos olhares, negócios e insights

A técnica de análise de redes sociais têm ganhado cada vez mais força no mercado, principalmente após a implementação dessas funcionalidades em algumas ferramentas de monitoramento nacionais e internacionais. Como metodologia para análise de dados, a ARS pode oferecer às marcas/agências/empresas uma visão holística das conversações das mídias sociais de modo a gerar mais insumos qualitativos para decisões de negócios e comunicação.

No capítulo “Análise de Redes em Mídias Sociais” do livro Monitoramento e Pesquisa em Mídias Sociais: metodologias, aplicações e inovações, Tarcízio Silva e Max Stabile apresentam alguns conceitos básicos e algumas das principais aplicações para essa técnica no cenário de pesquisa na internet, com foco nas mídias sociais. A partir de um esclarecimento inicial do conceito de redes sociais, “estrutura social composta de indivíduos (ou organizações) chamados de ‘nós’, que são ligados (conectados) por um ou mais tipos de interdependência”, eles traçam um panorama geral do tema voltado para a pesquisa e comunicação digital.

“Parte-se da análise de como os nós se conectam e relacionam para realizar a aná- lise que, posteriormente, pode agregar dados de atributos e outros. E as conexões podem ser de diversos tipos, intensidades e direções. Na análise de redes sociais, os nós são elementos analisados que podem ser individualizados, e representam algum ator social, grupo social ou produto realizado por estes.”

O capítulo apresenta uma contextualização importante de como, nas últimas décadas, a análise de redes têm sido utilizara para enxergar (e compreender) melhor os fenômenos sociais cujo foco são as relações entre os atores. O foco, no entanto, é na aplicação dessa técnica para analisar as mídias sociais (que também são redes sociais). “Nos ambientes online, a abundância de laços fracos aumenta a probabilidade de os indivíduos acessarem conteúdos, nichos e experiências a que não teriam acesso através de suas redes mais próximas”, ou seja, a comunicação mediada por computadores que evoluiu para as interações via mídias sociais conferiu um ambiente propício para esse tipo de análise.

“Como aponta Scott, a ‘análise de redes sociais é uma orientação sobre o mundo social que provém de um conjunto particular de métodos’ (SCOTT, 2000, p. 37) e incorpora uma orientação teórica particular baseada em uma visão de estrutura do mundo social que não deve ser vista como a única. Porém, mesmo que a ARS não gere postulados absolutos sobre o funcionamento da sociedade, suas métricas, algoritmos, visualizações e modos de ver as dinâmicas sociais geram conhecimento, do geral ao particular.”

Alguns conceitos básicos sobre análise de redes sociais também são apresentados ao longo do capítulo, como tipos de laços (relações sociais, interações e similaridades) e tipos de métricas (grau de entrada, grau de saída, centralidade de autovetor, centralidade de intermediação, tamanho da rede, diâmetro da rede, densidade, inclusividade de rede e centralização de rede), assim como alguns tipos de redes (egocentradas, sociocentradas e de sistema aberto) e as seis mais comuns do Twitter. Os autores ainda oferecem um panorama geral sobre quatro principais categorias de ferramenta: coleta de dados, visualização simplificadas, foco em análise/processamento/visualização e ferramentas plenas de monitoramento.

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