O que condiciona o aparecimento e a circulação de boatos?

por Iasminny Cruz*

A primeira coisa que você precisa saber sobre os boatos nestes nossos dias atuais é que eles não são exatamente os culpados pelos nossos problemas de formação da opinião pública. Isso porquê os boatos não são uma mentira – nem uma verdade – a priori. Antes, para entende-los, nós precisamos levar em conta todas as nossas experiências e todas as nossas crenças – construídas e solidificadas com o passar do tempo, para podermos classificar o que consideramos um boato e o que consideramos um fato.

Imagine isto: você ouve de uma vizinha sua (ou lê no WhatsApp da família) que o Governo Federal estará confiscando as poupanças dos brasileiros na segunda-feira, às 18h, e que aquela informação era com certeza verdadeira, porque um contato dela tem um tio que trabalha no Exército e esse tio possuía informações sigilosas de dentro do Governo.

Você acredita? Imediatamente desacredita? Repassa a mensagem para os outros grupos e amigos? Duvida da informação e busca novas fontes? Procura informações, não encontra respostas definitivas e, ao fim, repassa a mensagem mesmo assim, pelo sim, pelo não, porque vai que é verdade? Ou está tão desinteressado naquela informação que imediatamente muda de assunto?

Nós todos estamos, inevitavelmente, imersos no ambiente de circulação dos boatos, todos nós estamos envolvidos entre fios de forças invisíveis que nos colocam de forma mais ou menos próxima às controvérsias que fazem com que os boatos influenciem nossas opiniões e nossas decisões. E isso acontece sem que a gente queira, e mesmo com os mais cautelosos: nós não verificamos todas as informações que escutamos e temos todos a tendência, como públicos, de não sabermos distinguir, na maioria das crises, o que é verdade ou justiça, nem de estarmos em acordo quanto ao que é bonito e bom.

Por isso, aspectos como a cultura, as instituições de que fazemos parte e as tradições que vivemos desempenham papel relevante naquilo que orientará os grupos e que influenciará na formação das nossas opiniões.

E isto se deve a uma outra tendência que temos, como públicos: o de encontrar em meio ao nosso contexto uma explicação lógica para nosso mundo, nos deparando com o que Edgar Morin chamou, em 1970, de “gatilho” de um rumor. A ideia é que um boato começa a circular após um incidente que o justifique – e geralmente esse incidente não pode ser verificado no momento em que a informação corre – até que seja confirmado, ou negado. É assim que nossos preconceitos, estereótipos e tendências de pensamento fazem emergir os “vilões culturais” de que o autor também trata. Culparemos os comunistas, os judeus, a oposição, o governo, o exército, os negros, os pobres, a Dilma, o PT. E, a depender do nosso comprometimento com aquele tema, se a gente se preocupa mesmo com ele e o considera importante (ou se acreditarmos que aquilo pode nos afetar, afetar a outrem, ou mesmo a toda a coletividade), nos tornaremos um “condutor” do assunto, e levaremos adiante essas informações – ainda que não haja provas factuais sobre ela naquele momento.

Portanto, que fique claro, faz parte da descrição do que é um boato sua emergência e circulação no corpo social como uma informação ainda não confirmada publicamente pelas fontes oficiais, ou que não foi desmentida por estas (este conceito foi escrito em 1993 por Jean Noel Kapferer, um dos grandes estudiosos dos boatos), mas não a sua ligação com a veracidade, pois esta não faz parte da sua definição científica e estará, de outra forma, engendrada pela subjetividade dos indivíduos após o boato demandar uma verificação, mesmo que simples.

Neste ponto, devemos entender que as dinâmicas de formação da opinião pública são diversas e complexas de serem explicadas em poucas palavras. No entanto, se fizermos o exercício de levar em conta o que o pragmatismo defende (pragmatismo é uma filosofia da ação que toma a experiência como núcleo de apreensão da constituição do pensamento), veremos que essas dinâmicas no nosso dia-a-dia têm uma centralidade: a nossa interação, a nossa vida cotidiana de trocas e conversas, nossas experiências.

É preciso levar em consideração a ambiência de discussão política, o dogmatismo dos públicos, a homofilia e a existência da pós-verdade. Quer dizer, das tendências de união e compartilhamento de opiniões daqueles que se assemelham e daqueles que encontram razões mais nas suas emoções e menos nos argumentos objetivos da realidade. Esses pontos têm sido fundamentais e atravessam nossos entendimentos, especialmente, nas redes digitais.

Quer dizer, nós conversamos, argumentamos, interagimos, discutimos, brigamos para trazer à tona preocupações cotidianas e para dar forma coletiva a problemas e preocupações sociais, além de nos utilizarmos dessas interações para construir, a partir de fragmentos de memória, nossas opiniões, nossos entendimentos de mundo e também tomar decisões – sejam elas a respeito de que café é melhor comprar, em que presidente votar, ou se vai haver mesmo um novo confisco da poupança.

É nessa dinâmica interativa de formação e movimentação da opinião pública que os rumores nos atravessam. E hoje em dia não é nada difícil encontrar notícias, artigos, posts nas mídias sociais digitais e iniciativas que têm como objetivo discutir e combater a circulação de boatos e notícias falsas na internet.

Confisco da Poupança nas buscas do Google. Fonte: Autora, por meio do Google Trends, em 22 de abril de 2017

Em minha pesquisa de mestrado na Universidade Federal de Minas Gerais, propus-me a buscar respostas para a pergunta: “que condições podem nos ajudar a entender como os boatos/rumores participam da dinâmica de formação da opinião pública, gerando material para conversas controversas sobre um determinado assunto da realidade presente”? Nesta busca, destacamos uma base de dados de 9.947 tuítes entre janeiro de 2015 e junho de 2016 sobre o boato do confisco da poupança, e tivemos que sistematizar estudos da área dos boatos e da opinião pública, bem como alguns aspectos dos estudos do pragmatismo para refletir sobre quais seriam esses critérios que encontrariam espaço e relevância e se mostrariam frutíferos para demonstrar aspectos muitas vezes não claros da dinâmica dos boatos.

O que defendemos, e o que precisa ser entendido, é que a presença dos rumores vai ser subordinada a forças e estratégias discursivas que reproduzem uma característica especulativa do debate público. Eles se inserirão na formação da opinião pública e poderão ser observados mediante os seguintes critérios: o interesse, a credibilidade e a memória.

Condições de oportunidade

Na literatura que perpassamos, essas três condições (o interesse, a credibilidade e a memória) aparecem deslindadas separadamente e, não raro, descritas com outros nomes e sem se relacionarem diretamente ao fenômeno dos rumores. Ao exercitarmos a aproximação desses entendimentos tivemos como objetivo traçar um caminho que pudesse nos ajudar a entender melhor o contexto em que o fenômeno dos boatos ocorre.

Seus destaques em em minha pesquisa de mestrado se deram através da leitura de autores cujas matrizes de observação apontavam para um fenômeno de criação de uma síntese coletiva de entendimento, da importância da interação entre os sujeitos e suas relações com cada contexto. Quer dizer, uma centralidade das interações vividas no presente e que são capazes de, por meio de fatores como as experiências desenvolvidas e das forças de poder presentes que atuam sobre elas, afetar públicos e despertar nosso interesse.

Por analogia, consideremos que a chuva, para precipitar, depende de condições de temperatura e de pressão da atmosfera, mas não basta a existência desses critérios para a água cair do céu. É a combinação de tais e quais fatores que fará chover. Assim, veremos que não é meramente a existência dessas condições que faz surgir os boatos, mas a combinação entre o clima favorável da história, do contexto, e o interesse que nos afeta e mobiliza, a dúvida ou a certeza sobre o assunto que circula, e as nossas memórias e suposições. O boato precisará da combinação dessas condições. Quando essas condições se exacerbam e encontram clima de excessos, a chuva aumenta de proporção, torna-se tempestade, granizo; torna-se um rumor de grandes proporções.

O fator interesse diz respeito ao assunto de que trata o boato. Trata da afetação e formação dos públicos. Pensar neste critério é pensar sobre o que seria um assunto de interesse/curiosidade para os sujeitos. Aquilo que provoca reações de envolvimento (mais ou menos trivial, depende do interesse) dos públicos: afetação. É pensar sobre qual seria o momento propício e mais efetivo para a divulgação e trânsito dos rumores devido justamente ao modo como pode causar mais ou menos curiosidade nos públicos. E também como o ambiente que envolve os sujeitos pode ter mais ou menos peso no interesse deste público.

O interesse como condição é, afinal, a forma como os públicos serão mobilizados diante de alguma causa que consideram relevante, de modo a agirem sobre ela; o que também deve considerar a existência do uso de estratégias que podem se utilizar das características de tendências de comportamentos dos públicos para os fazerem atuar de maneira orientada.

A credibilidade é um fator que se liga aos sujeitos que falam e participam ativamente da transmissão do boato, e também do formato e do funcionamento dos canais de comunicação por que passa o rumor. A ideia geral é de que esta condição trata dos níveis de crença que depositamos ao ficar sabendo de uma informação e que acontece automaticamente enquanto a interação ocorre: os créditos que damos ao nosso interlocutor, ao tom de voz, ao tipo de site ou plataforma, ao modo como o acontecimento é descrito ou contado; à factualidade, ao exagero, à confiabilidade e à desconfiança – das fontes e dos canais.

Em consequência, ao pensarmos no fator credibilidade – de quem fala e do que se fala – lembramos ainda que “a informação é também uma definição pela fonte”, como destaca Jean-Noel Kapferer, e que essa fonte, a depender do respeito que possui vai encontrar melhor ou pior terreno dentro dos sujeitos. É o caso de ter em mente o “quem está falando sobre isso? por onde você ficou sabendo disso?”, que se relaciona à fonte não-oficial e inicialmente não acessível do boato.

Por fim, no que diz respeito à memória, temos como foco a averiguação e a lembrança do histórico (político, econômico, artístico, social…) do tema sobre o qual o boato trata. Sem esquecer o histórico pessoal dos sujeitos, suas referências anteriores sobre o assunto, suas experiências, preconceitos, tendências de comportamento, entendimentos prévios. Diz do tempo – e suas características – em que o rumor circula, e trata da própria dinâmica de formação da opinião pública, da memória coletiva, do acesso à informação, da busca por uma síntese, por uma explicação razoável, ainda que fantasiosa, para a informação que se lê/vê/escuta.

Além disso, em relação à memória dos sujeitos, devemos nunca esquecer de considerá-la uma criação coletiva que se utiliza dos nossos vínculos e afinidades para fortalecer similitudes, sínteses, simpatias, e fortalecer uma “comunhão de ideias sugeridas e a consciência dessa comunhão”, como já nos disse Gabriel Tarde. O que fortalecerá nossa tendência de acreditarmos em um boato – por vezes sem rotulá-lo de boato. É por isso que a experiência do público conta. Porque saltará dela os diferentes interesses dos diferentes públicos, em formas e forças também diferentes.

Vejamos: o mês de março de 2015 foi o maior pico do ano em relação às conversações sobre o confisco da poupança em nossa pesquisa. Foi neste mês que, 25 anos antes, o presidente Fernando Collor de Mello anunciou a medida concreta da retenção das cadernetas de poupança dos brasileiros. Em parte das citações, esta memória se associou à indicação direta e clara do assunto com uma característica de boato (como é possível destacar da nuvem de termos abaixo), nos apresentando, assim, um primeiro panorama daquele momento. Ou seja, uma indicação de que, naquele mês, no Twitter, o confisco da poupança foi relacionado à ideia de informação controversa e envolta em dúvidas a respeito de sua veracidade: “não haverá novo confisco, isto é boato”.

Nuvem de termos sobre confisco da poupança em março de 2015. Fonte: Autora, através do aplicativo Wordle. Ano: 2016

Na nuvem de termos de março de 2015 podemos ainda encontrar palavras como “internet”, links para postagens do Facebook, e menções à ambiência do Whatsapp. Gerando, assim, indicativos de propagação da temática em diferentes canais e redes de públicos. O Twitter se torna, por essa perspectiva, um portal que alarga nosso olhar para sinais da presença do boato do confisco da poupança no dia-a-dia de uma diversidade de sujeitos.

Nas interações do mesmo mês podemos observar ainda que a “memória” dos indivíduos é acionada também em formato de hashtags, de modo que suas opiniões e tendências de comportamento sejam percebidas. Ao associarmos a interpretação da nuvem de termos do mês de março com a análise das tags que acompanhavam os tuítes, veremos que a tag mais citada (Globo golpista) dirá de uma percepção que parte do público possui a respeito da participação da emissora no afastamento de Dilma Rousseff da Presidência da República. Há indicações claras sobre a existência de boatos circulando em redes como o Whatsapp, misturadas a tags que indicam perfis da imprensa (EBC) e também tags utilizadas por perfis que buscam aumentar suas visualizações na rede (como por exemplo: reblogar, sdv – que quer dizer “sigo de volta”, e operação beta lab). Todas essas estratégias convivem dentro da dinâmica de conversação do rumor no Twitter.

Tags compartilhadas nas conversações do confisco em março de 2015

Tags compartilhadas nas conversações do confisco da poupança em março de 2015 no Twitter. Fonte: Autora. Ano: 2017

Há, por esse ângulo, a tentativa de explicar que um novo confisco seria uma mentira, e a manifestação pela defesa do que seria a verdade nesse caso, o que ainda poderemos assimilar pela nossa leitura dos grafos de públicos no mês de março de 2015. A atuação das redes de comunicação pública, imprensa, e tanto de defesa de Dilma Rousseff a partir da crítica dos boatos, quanto de crítica ao governo do PT podem ser observados.

Grafo de públicos em março de 2015 no Twitter

Grafo de públicos nas conversas do boato do confisco. Março de 2015 no Twitter. Fonte: Autora, 2017

Assim podemos fazer parte da leitura deste primeiro grafo: encontramos seis redes principais, que não se encontram muito próximas umas das outras, com atores que interagem mais que outros e assim são seguidos (e retuitados). Isto significa que a interação desses grupos é feita com distância e com a menor parte dos sujeitos em conversação fazendo a ponte entre os outros grupos de públicos, tornando-se atores centrais nas manifestações e na proliferação de opiniões de suas redes.

A análise dos RT’s (retuites) é uma análise que sinaliza a existência da própria bolha das mídias digitais, mas não a dinâmica de consumo de informação em geral, uma vez que as redes entram em conflito a partir de outras dinâmicas conversacionais. Isto dito, vemos, em destaque no grafo, os seis grupos: o de web ativismo, o de civis que criticam a proliferação do boato nas redes, a de comunicação oficial do governo, a rede do trabalho da comunicação pública, a rede da imprensa tradicional, e a rede de oposição ao PT e Dilma.

Cada uma dessas redes – com exceção da de civis, que é mais espalhada e não possui uma centralidade definida no que diz respeito a atores envolvidos no tema – possui um perfil que recebeu mais atenção da rede, tendo sido mais retuitados. Ou seja, perfis cujas opiniões foram mais compartilhadas na rede do Twitter, gerando, ao seu redor, um grupo. Para a rede de web ativismo temos o perfil da personagem Stanley Burburinho; na rede de comunicação oficial do governo encontraremos o Ministério da Fazenda; na do trabalho da comunicação pública, a Imprensa Caixa, da Caixa Econômica Federal; na rede da imprensa tradicional, os perfis dos jornais Folha de S.Paulo, UOL Notícias e Jornal Extra; e na rede de oposição ao PT, o político Ronaldo Caiado, do DEM de Goiás.

Atores no rumor do confisco da poupança em março de 2015. Fonte: Autora, 2017.

Temos, assim, Burburinho mais próximo da comunicação oficial do governo e das forças de esclarecimento dos boatos, e Caiado mais próximo dos perfis da imprensa, que lembravam o aniversário do confisco e criticavam o agravamento da crise do segundo mandato de Dilma Rousseff. Cada um com sua retórica de linguagem e persuasão vai defender o lado que mais lhe convém a respeito da história.

Em tempo, ressaltamos a presença das condições de oportunidade dos rumores na circulação desse rumor no mês de março de 2015. A memória aparece com destaque na força da lembrança circunstancial de Collor, e na aproximação entre Dilma Rousseff e o processo de pedido de impeachment. No que diz respeito à credibilidade, vemos que a participação dos perfis oficiais do governo e também da imprensa tradicional – esta, na cobertura tanto das atividades de esclarecimento governamentais quanto em pautas independentes; fizeram com que esta condição fosse marcante neste mês. Por causa disso, podemos inferir que essa condição definitivamente teve como uma de suas consequências a ampliação da afetação dos interesses dos públicos, uma vez que os enunciados feitos no Twitter foram os mais numerosos de nosso corpus de pesquisa e parte deles acusava uma nova circulação do boato (mais visualmente perceptível na nuvem de termos do início desta seção), o que fez com que se aumentassem as conversações sobre o assunto, fazendo saltar à opinião pública, por exemplo, controvérsias como a oposição entre os que diziam “golpe” e os que diziam “impeachment”.

Essa sequência de interpretação que até aqui assumimos, afinal, auxilia na explicação de porque não é apenas uma simples consulta a veículos de imprensa tidos como confiáveis que basta para que um sujeito acredite cabalmente no que se diz ser a verdade. Trata-se mais de ser, como afirma Jean-Noël Kapferer (1993), fundamentalmente um fenômeno de crença, e menos de acesso aos canais de verificação de informação; mais de as tendências de aceitação e comportamento dos públicos estarem presentes nas interações sociais, e menos da suposta atomização dos sujeitos; mais das diversas temporalidades dos meios de comunicação, e menos do poder irrestrito e dito sem barreiras desses mesmos meios nos sistemas de circulação social.

Do interesse, da credibilidade e da memória, o que tentamos retirar foi como os boatos – não apenas o do confisco da poupança – podem ser observados. Foi tentar apresentar este fenômeno comunicacional como parte do processo de formação das opiniões dos públicos no decorrer do tempo, capaz de consolidar tendências, formatar juízos de valores, descontruir argumentos, espalhar medo, explicar com simplicidade situações problemáticas, formalizar comportamentos. Este entendimento é complexificado quando entendemos, por fim, que as pessoas podem, apenas, acreditar no que querem com o mínimo necessário recebido. E, ainda que a informação seja desmentida – como aconteceu no caso do rumor do confisco da poupança no Twitter entre os meses de janeiro de 2015 e junho de 2016, o indivíduo ainda assim pode dizer: “mas isso não importa, se não for dessa forma é provável que aconteça de outra maneira”, alimentando os vilões históricos de nossa época, nas diferentes épocas.

Percebemos em especial, que pela dinâmica deste boato, existem tendências que nos fazem pensar que ele voltará a circular no futuro – como já voltou com o rosto estampado de Michel Temer na frente de caixas eletrônicos e com os mesmos dizeres alarmantes que outrora eram creditados como sendo culpa do PT, e voltará sempre que uma crise econômica preocupar parte da população brasileira. No entanto, dificilmente se tornará tão perceptível novamente a não ser que a novidade que o alimente tenha relevância social, interesse público, credibilidade e força histórica.

*Iasminny Cruz é Mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Doutoranda do curso de Pós-Graduação em Comunicação, na linha de Processos Comunicativos e Práticas Sociais, também pela UFMG. Iasminny é associada ao Grupo de Pesquisa em Comunicação, Mobilização Social e Opinião Pública (Mobiliza) da UFMG, e estuda boatos; tem experiência na área de Jornalismo, assessoria de imprensa, monitoramento de redes e inteligência de negócios.

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