Parceria entre planejamento e BI: a importância da análise de dados para a prevenção de crises na comunicação

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[Texto do prof. Wesley Muniz, que faz parte do time de professores no IBPAD]

Faz parte do cotidiano do planner conhecer o mercado e principalmente desenvolver estratégias tanto para a comunicação das marcas quanto para a compreensão do comportamento dos usuários nas plataformas digitais. É um dos trabalhos deste profissional identificar formas de influenciar e engajar usuários de forma efetiva, criando laços entre as duas pontas, desafiando-se a manter estes nós atados entre público alvo e marca.

O problema para alcançar estes objetivos está muitas vezes na falta de experiência do planner em analisar pesquisas que darão embasamento técnico e teórico para desenvolver o seu planejamento. Ainda é comum no mercado que planners tenham como fontes principais de informação sites de divulgação de notícias voltados para profissionais de mídias sociais. A prática, em si, não é errada, mas sozinha abre muitas brechas para o erro. Explico:

Estes sites geralmente replicam boas práticas, práticas de sucesso de mercado, além de, claro, notícias de relações públicas. Essas podem ser informações relevantes para o mercado, mas o problema é que nem toda boa prática é boa para todos. Além disso, há muito trabalho por trás de um texto com case de mercado, como estudos e insights produzidos por institutos de pesquisas competentes e até análises com bases em monitoramento de usuários que não são divulgadas por conter informações sigilosas das marcas.

É essa falta de pesquisa focal no target da marca que pode acabar trazendo problemas futuros e até mesmo os evitáveis “tiros no pé”. Estes planejamentos com dados requentados de outras marcas ou sites de notícias até podem ser do mesmo segmento de atuação da sua marca, mas isso não significa que atendam o mesmo público. Compreender o seu público e analisar todas as instâncias da comunicação é a forma mais assertiva de planejar uma campanha e não cometer os agora famosos “closes errados”, praticados por planejamentos sem uma estrutura composta por pesquisas, que respaldem a marca de produzir mensagens que venham ser mal interpretadas ou feitas fora das reais condições culturais e sociais das pessoas e comunidades.

Estar alinhado com áreas de social listening e business intelligence, e mais do que isso, compreender de forma eficiente todas as informações desenvolvidas por essas áreas, enriquece o planejamento e, principalmente, o profissional por trás dele.

Um planner que é capaz aplicar e analisar informações acionáveis produzidas através de pesquisa ou análise de dados terá ainda mais domínio sobre o que está planejando e para quem está planejando. E esse é um desafio cada vez maior em um mundo onde a importância dos dados e principalmente da compreensão e significação da informação, cada vez mais nichada graças à pluralidade humana, se torna uma habilidade de grande diferencial no profissional de planejamento.
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