Dicas de capacitação para ingressar na carreira de Performance Digital

Muitos profissionais de comunicação e marketing vislumbram hoje na área de performance um novo lugar para progredir na carreira. A performance, por ser um campo profissional cada vez mais em ascensão, tem levado muitas pessoas a buscar qualificação para enfrentar os desafios deste mercado. Porém, muita gente ainda não sabe por onde começar a estudar e o que é preciso aprender para poder disputar novas posições.

Antes de entrar no LinkedIn ou em outros sites de vagas e procurar quais aquelas que podem se encaixar, é importante focar em ao menos dois aspectos: 1) o que é relevante para estudar; e 2) quais dificuldades ainda precisam ser vencidas no mercado para quem já estuda ou está começando a entrar na área. Esses dois pilares são os que vão permitir avançar na trilha da carreira. 

O importante é saber sobre dados

 

Por lidar basicamente com interpretação de dados numéricos, a área de performance utiliza muitos conhecimentos oriundos da análise de dados. Por isso, essa é uma disciplina fundamental para quem deseja seguir com performance na carreira. Thaís Nadi Souza, supervisora de mídia e insights da Avon, salienta que profissionais que desejam mudar para esta área e não tiveram nenhum contato com dados precisam estar atentos a essa questão: “antes de qualquer coisa, o profissional que deseja migrar para este campo precisa se desprender de pensamentos muito focados em branding ou produtos e olhar com carinho para os números. É necessário entender planilhas, se habituar com fórmulas, analisar números reais, construir metas tangíveis de acordo com o cenário… E, é claro, ser o melhor amigo dos times de BI e financeiro”, salienta. 

Conhecer ao menos o básico de análise de dados permitirá, mais especificamente, saber como operar softwares que são utilizados no dia a dia profissional. É o que aponta Felipe Barcellos, analista de performance na Colmeia Performance Digital: “Eventualmente, ele vai esbarrar com alguma ferramenta de Analytics e estar familiarizado com ela vai ajudar bastante”, indica. Já Kaio Farias, consultor de análise de negócios na DP6, agência de inteligência de mercado, leva em conta a necessidade de desenvolver um olhar que vá além da ferramenta.

Para ele, é interessante que as pessoas dispostas a ocupar as vagas de performance desenvolvam, antes de tudo, capacidade analítica e de raciocínio lógico. Se hoje dominamos ferramentas de veiculação, mensuração e análise, num futuro próximo talvez não tenhamos a mesma habilidade, por isso a necessidade de saber os fundamentos da área aplicados aos softwares, que eventualmente podem ter algum outro recurso diferencial. “Quando a gente fala ‘estude análise de dados’, as pesquisas podem te levar para programas de estudo super densos, com N linguagens de programação e várias ferramentas robustas. Só em mídia paga então, são trocentos veículos diferentes, e todo dia tem um novo ‘tik tok’ para você aprender a otimizar. Tudo isso é ótimo! Ter conhecimento dessas ferramentas cedo ou tarde vai ser útil. Mas vai fazer bem mais sentido com uma base sólida sobre como organizar informações e resolver um problema”, comenta Farias. 

Dificuldades hoje e novos desafios

 

Alguns dos desafios enfrentados pelos profissionais no mercado hoje muitas vezes passam pela formação incipiente ou pela falta de preparo especializado para lidar com as tarefas e processos que o trabalho de performance exige. Para derrubar essas barreiras, é importante que o profissional tenha como foco os estudos e a formação qualificada. Só quando os conhecimentos estiverem maduros o suficiente é que será viável considerar novas posições. 

Para Farias, isso pode ser feito não apenas com cursos, mas também por meio das práticas cotidianas que desenvolvemos em nosso trabalho. “Comece sempre explorando o que você sabe sobre as plataformas que já vivenciou, seja em cursos ou práticas. Saiba identificar a disciplina com as quais isso se relaciona, entenda as ferramentas análogas disponíveis, e aproveite todas as oportunidades para mostrar como você aprendeu o que sabe hoje, seja falando do processo ou com cases e projetos. Melhor do que saber como operar 4 ou 5 das ferramentas mais famosas é mostrar que você conhece os princípios básicos e boas práticas, sabe aplicá-los e consegue replicá-los em contextos diversos, à medida em que absorve novos conhecimentos técnicos sempre que necessário”, pontua. 

Sobre esse aspecto, Souza ressalta a necessidade de explorarmos conhecimentos de diversas áreas para que seja possível desenvolver um saber integrado, que dialogue não somente com os colegas de sua área, como também de outros departamentos da empresa: “Os profissionais precisam entender especifidades relacionadas aos mais diversos temas, desde o público-alvo das campanhas até a implementação de pixels e SDKs para mensuração de resultados. Mídia Performance vai muito além de mexer nas plataformas de parceiros. É saber trabalhar com os objetivos de negócio de forma rápida e efetiva”. 

Barcellos, por sua vez, enfatiza a importância de desenvolver linguagens e habilidades hoje consideradas “soft” pelo mercado, como capacidade de convencer e defender as análises e propostas: “Performance é algo feito muito no detalhe, pois você, além de prestar contas, precisa ser bem articulado na hora de argumentar.É algo que você desenvolve com experiência mas que nem toda empresa está aberta para te ajudar nisso”, comenta. 

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