O que rolou na live sobre monitoramento de mídias sociais em 2021

Nesta última quarta-feira (30/06), o IBPAD reuniu três profissionais do mercado para discutir o mercado de monitoramento no Brasil em 2021. O objetivo do encontro, além da troca de experiências sobre o assunto com pessoas que já atuam na área, é também apontar caminhos possíveis para profissionais que pensam em trabalhar com essa atividade. Participaram da conversa Kamila de Oliveira, analista pleno de social listening no time de Consumer Behavior da Ambev; Cinara Moura, professora da FGV (Fundação Getúlio Vargas) e gerente de comunicação digital do Instituto Ayrton Senna; e Ana Talavera, data intelligence lead na Remix@Facebook. A mediação da conversa foi feita por Pedro Meirelles, professor e analista de pesquisa no IBPAD.

Em um primeiro momento, as convidadas puderam falar sobre os percursos profissionais que as levaram ao monitoramento, incluindo as vontades e as perspectivas desde o período de graduação. Experiências no mercado de trabalho, os desafios do início da carreira e questões ligadas à profissionalização foram mencionadas e partilhadas com o público. 

Um aspecto muito importante mencionado pelas profissionais diz respeito à análise de sentimento. Ao considerarem que o monitoramento já há alguns anos trabalha com a categorização das menções nas mídias sociais a partir de critérios emotivos, Oliveira, Moura e Talavera discutiram como isso pode ser aperfeiçoado para além de algo rígido, que não abra espaço para inferências relevantes que fogem à regra do que esperamos. Segundo elas, a análise de sentimentos a partir dos dados ainda é muito relevante nas empresas, mas podem ser mais precisas. Elas comentam especificamente a categorização das mensagens a partir do rótulo “neutro”, que muitas vezes pode deixar passar despercebido informações importantes para as áreas da empresa.

Kamila de Oliveira menciona como esse tipo de análise pode ser integrada com outras métricas, o que pode torná-la aliada em atividades que envolvam acompanhamento de gestão de crises. Ana Tavalera, por sua vez, aponta que devemos prestar mais atenção no “neutro” a partir do que ele pode esconder. Segundo ela, esta é uma categoria em que podemos tirar insights relevantes para a inovação. Sobre o monitoramento de um modo mais amplo, Oliveira discute como o olhar humano acurado, a partir de métodos e técnicas bem delimitados, é ainda necessário, mesmo após o surgimento de assistentes virtuais ou inteligência artificial para automatização de tarefas. 

Mais ao fim, Cinara Moura e as outras colegas destacaram a necessidade da adaptação e da flexibilidade dos métodos, técnicas e escopos de análises a partir da realidade das empresas. Ao destacar que no Brasil as empresas têm diferentes vivências ou possuem quantidades de recursos (humanos e materiais) diferentes, Moura afirmou ser fundamental a percepção crítica dos profissionais para lidar com adversidades e propor projetos mais adequados, de modo que o trabalho de monitoramento não se restrinja a grandes empresas.

Ao final da live, as convidadas responderam perguntas do público ao vivo e ainda deram dicas sobre como atuar melhor no dia a dia, inclusive em tarefas ligadas à descoberta de novos tópicos, possibilidades de inovação nas rotinas e processos, otimização do tempo para exploração e análise das conversações nas redes a partir de hashtags, entre outros. 

 

Para assistir toda a conversa, confira o vídeo a seguir:  

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