Produtos de Inteligência vs. Defesa de Interesses em Relações Governamentais: veja as diferenças

Por Jaqueline Buckstegge

Nosso cenário hoje

É inegável que discutir dados virou a espinha dorsal do nosso cotidiano profissional. Podemos não ter estruturas formais de análise, mas mesmo assim mobilizamos conjuntos de dados com os quais temos contato na tentativa de  transformá-los em informação ou inteligência de alguma forma.

O mercado de Relações Governamentais, dentro de sua imensa diversidade e complexidade, não poderia deixar isso de lado. Há anos trabalhamos com produtos que envolvem dados, como Acompanhamentos Legislativos ou Estudos de Impacto Financeiro, a partir de nosso trabalho. Por isso,  tornou-se urgente a profissionalização da área no manuseio e na gestão dos dados que encontramos.

Por que falar no futuro em vez de um presente já existente? Muito dos nossos esforços na área têm trazido resultados interessantíssimos, mas o gap entre a ponta da tecnologia de análise e a execução em Relações Governamentais é ainda muito grande. Enquanto de um lado discutimos otimização de linguagens de programação e processamento, automatização e escalabilidade, no cenário nacional ainda trabalhamos majoritariamente com análises simples e deficitárias de técnica.

Mas podemos enxergar isso como uma grande oportunidade. Se consolidarmos a área como fundamental dentro do cenário nacional, a evolução dos modelos e usos de dados só trará mais respaldo e legitimidade para nossos direcionamentos e tomadas de decisão.

Dados no nosso cotidiano

Dentro da perspectiva de dados, podemos separar os esforços analíticos de Relações Governamentais em duas principais caixas: (1) produtos de inteligência e (2) suporte para atuação em defesa de interesses.

Os produtos diretos de inteligência em Relações Governamentais consolidam-se principalmente no (a) acompanhamento de tramitações legislativas (nacionais ou locais), (b) acompanhamento do Diário Oficial da União e (c) estudos especiais com temáticas sazonais (como eleições, orçamento, temáticas de decretos ou grandes votações legislativas).

Aqui, clientes internos (no caso de equipes in house) ou externos (no caso das consultorias) buscam nos relatórios a análise e a percepção do profissional de Relações Governamentais sobre o cenário nacional.

Para este tipo de utilização, nosso maior potencial está na aplicação de técnicas e metodologias reais de análises de dados que não apenas traduzem descritivamente um cenário percebido, mas que deem suporte para a análise dos profissionais sobre a conjuntura existente. Em termos técnicos, saímos de meras análises descritivas, muitas vezes extensas, pontuais e não agregadas, e partimos para análises relacionais e inferenciais. Estas, com o passar do tempo, esperança e esforço, podem mergulhar no mundo preditivo.

Em termos de suporte para atuação de defesa de interesse, o trabalho é ultra personalizado para cada caso e excepcionalmente manual. Não temos arquiteturas de dados utilizados bem definidas nem técnicas preferenciais. Isso leva à profunda personalização da análise por cada profissional e deixa o perfil de campo vulnerável à habilidade cotidiana da força de análise.

Uma das principais dificuldades dentro desta dimensão é a real definição do que é importante em termos de dados para a análise. Sem parâmetros claros provindos das próprias equipes de defesa de interesses, seguiremos com o descolamento de análises superficiais dentro de cenários muito complexos, invalidando o real potencial de dados.

Nossos próximos passos

Assim como as diferentes áreas que aderiram de forma profissional à análise de dados, Relações Governamentais têm alguma organização da casa para fazer.

Podemos trabalhar na complementaridade da formação dos nossos profissionais, no avanço de tecnologia e da inovação dentro da própria perspectiva de dados e na definição de objetivos e parâmetros claros para tomada de decisão. Assim, falar de Big Data deixa de ser exclusividade do outro e passa a ser nossa realidade.

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